Mensagem do CEO

Em 04/10/2011

Reflexão em ação: o próximo paradigma do desenvolvimento profissional

O processo tradicional de capacitar profissionais, especialmente em competências técnicas, tem sido por muitos anos limitado à disseminação de metodologias consagradas e boas práticas. Os profissionais buscam conhecimento em formato simplificado, fácil de absorver, de preferência com um guia prático de “como fazer” e modelos para uso imediato. No início do processo de desenvolvimento profissional, esse método até traz algum resultado, mas chega um momento em que essa técnica de redução não consegue mais elevar o desempenho do professional além das práticas usuais. Em gerenciamento de projetos sabemos que os resultados não tem sido muito estimulantes. A perícia não pode ser conquistada dessa forma, pois é preciso endereçar os desafios legítimos de uma prática real em um mundo incerto, complexo e dinâmico.

Gerenciar stakeholders é um caso desses. Não há como desenvolver real habilidade nesse assunto apenas lendo livros-texto ou assistindo palestras. É necessário adotar a postura do reflective practitioner, termo cunhado por Schön (1992) para descrever o professional que reflete em ação, captando um conhecimento sutil e subjetivo, beirando o artístico, ao longo de sua prática. Ele obtém retorno, corrige atitudes, implementa mudanças e evolui através de sua experiência. Essa reflexão deve ser consciente, desenvolvida, questionada e estimulada. O ambiente é volátil, não se repete, portanto a resposta sempre muda em cada nova ocasião. Assim como faz um artista talentoso, um atleta de alto-desempenho, ou um excelente gerente de projetos.

Como promover esse desenvolvimento através da educação profissional? Através dos conceitos de conhecimento-em-ação e reflexão-em-ação. Se o conhecimento está na ação, e a forma de adquirir esse conhecimento é refletir sobre nossas ações para poder tomar medidas de correção e suplantar o desempenho de ações anteriores, nós precisamos realizar esse processo de forma sistemática e controlada para prover uma educação professional de melhor qualidade. Exercitar as habilidades da improvisação, estimular a reflexão colaborativa com companheiros, questionar decisões e o próprio conhecimento, são base para uma nova plataforma de ensino. Ferramentas e técnicas interativas como simulações de computador, jogos, oficinas práticas, vivências direcionadas, estudos de caso, mentoring e coaching complementam o conhecimento teórico para o melhor resultado possível.É nesse intuito que a Projectlab traz para o Brasil uma série de simulações de computador para gerenciamento de projetos, aperfeiçoadas por mais de dez anos pela Prendo Simulations e utilizada nas mais respeitadas instituições de ensino europeias e multinacionais, como estratégia para criar seu novo curso prático de Gerenciamento de Stakeholders.  Conheci essa ferramenta em meu mestrado recente em Oxford, que a utiliza em sua escola de negócios e posso garantir que é uma oportunidade ímpar de testar e desenvolver suas habilidades em uma área tão difícil de ensinar e acertar. Não perca o mestre Guy Giffin em pessoa facilitando essa técnica em apresentação única no Rio e São Paulo, durante o Stakeholder Management Meeting 2011, 25 e 27 de outubro. Até lá!

Em 23/03/11

Ser ou não ser, eis a questão!

Se Shakespeare estivesse se referindo ao gerenciamento de projetos, quem sabe a fala não seria…”Seja um Gerente de Projetos, gerencie as questões!”

O fato é que atualmente ser também um gerente de projetos, sem precisar largar sua atual profissão pode ser um ótima pedida. Significa agregar valor ao seu currículo, à sua organizaçãoe poder obter melhores resultados. Tenho também presenciado cada vez mais gente que está um pouco cansado de sua profissão e quer mudar de ares e vê no Gerenciamento de Projetos uma opção muito interessante, pois se dá conta que de fato tem experiência no assunto e não começari do zero, e ainda pode aproveitar muita coisa de sua especialidade atual também. Mas seja um profissional querendo alçar novos vôos, um jovem descobrindo sua profissão, ou apenas agregar valor ao seu conjunto de habilidades e competências, uma ótima estratégia é certificar-se.

Se você tem como comprovar cerca de 3 anos de experiência liderando projetos, pode se candidatar a se tornar um PMP, mas se o seu caso é de atuação recente nessa função, ou sua experiência é mais como integrante de equipes de projetos, a certificação indicada é a CAPM – Certified Associate in Project Management. Ela atesta que você tem o conhecimento sobre as práticas indicadas pelo PMI e pode agregar bastante valor ao projeto e ao gerente do projeto que você participa e até mesmo liderar projetos de menor porte ou complexidade. É uma etapa interemediária rumo ao PMP e facilita muito obter a certificação PMP depois e tem sido cada vez mais reconhecida. Certamente, os gerente de projetos PMP querem muito ter CAPMs em suas equipes e vão confiar mais responsabilidades a esses profisionais em formação.

Ser ou não ser? Seja!

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Em 22/12/10

“Caros amigos,

Felizmente, mais uma vez chegamos juntos ao final de mais um ano. 2010 foi um ano de solidificação da posição de destaque que o Brasil tem alcançado no cenário mundial. Em função do meu mestrado, viajei 6 vezes para a Inglaterra esse ano, e aproveitei para visitar outros paises como Itália, Espanha, Portugal, Irlanda, e pude constatar que nós realmente somos a bola da vez, ou assim estamos sendo percebidos lá fora. Não é para menos, com a perspectiva dos mega-eventos esportivos sendo realizados no Brasil, as descobertas do Pré-sal, o renascimento da industria naval brasileira, a expansão da indústria, mineração, super-portos, etc. Muito se espera de nós, brasileiros. Será que vamos desempenhar? A história dirá, mas se fizermos a nossa parte, podemos levar o país a patamares inéditos!

Convido cada um de vocês para, nessa virada de ano, irmos além das tradicionais promessas de reveillon! Vamos realmente refletir sobre o que signiifica “fazer a nossa parte”. Sabemos que não realizamos nada sozinhos, que precisamos da equipe, da organização, e da sociedade. Porém, qualquer desempenho almejado começa conosco como individuos. Como atingir o auto-desempenho? O primeiro passo é saber o que desejamos realizar, o que queremos de verdade, para onde queremos ir? Se você ainda não sabe, ou não tem certeza, descubra! Não existe melhor hora do que ao final de um ano, de um ciclo, de uma etapa. Que 2011 seja um ano de muita illuminação (luz e ação)!”

Roberto Pons, PMP
Diretor Executivo

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Em 27/05/10

“Temos muitas noticias de destaque nessa edição do O Gerente de Projetos. Porém, infelizmente todas são ofuscadas pela perda que todos nós sofremos com o falecimento da Rita. Nesse período, recebemos muitas mensagens de apoio e sentimentos de ex-alunos e colegas e agradecemos sinceramente a todos. Pude verificar manifestações de pesar em inúmeros círculos profissionais, de vários países, em múltiplos idiomas. Pessoalmente, o choque foi grande pois ela acabara de passar pelo Brasil e tivemos muitos ótimos momentos de convivência, jantares, passeios e conversas sobre os planos para o futuro. Nem de longe poderíamos suspeitar que ela travava essa guerra secreta, pois sua vitalidade, entusiasmo pela vida e pelas pessoas era contagiante.

Criamos em nosso Blog uma área de tributo à Rita, disponível para quem desejar deixar sua mensagem, foto, ou outro material em sua homenagem. Seguimos no firme propósito de levar à todos que precisam, seu legado e conhecimento, capturado nos vários produtos e nas pessoas que ela treinou pessoalmente para esse propósito, sem nós sabermos. Sentiremos sua falta, mas ela estará sempre viva dentro de nós!”

Roberto Pons, PMP
Diretor Executivo